quarta-feira, 25 de maio de 2011

Marketing Viral precisa ter conteúdo relevante

                                 

Para o publicitário inglês Matt Smith é preciso ser criativo, investir e utilizar todas as mídias sociais possíveis para chegar à propagação viral.


“A arte de criar uma peça viral é saber a diferença entre uma boa ideia e uma boa ideia que se espalha como um vírus.” É assim que Matt Smith, diretor estratégico da agência britânica de marketing digital The Viral Factory define uma campanha viral. Essa categoria de marketing e publicidade utiliza mídias sociais para produzir crescimentos exponenciais no conhecimento sobre marca, que se propaga como uma epidemia. O especialista esteve no Brasil este mês apresentando seu trabalho para executivos de empresas e agências de propaganda de São Paulo e Rio de Janeiro.
A The Viral Factory alcançou mais de um bilhão de acessos em mais de 170 campanhas ao longo de uma década de atividade, além de ter sido premiada com três Leões de Outro, três de Prata e três de Bronze no festival de Cannes. Smith conversou com a reportagem de Pequenas Empresas & Grandes Negócios e deu dicas de como realizar uma boa campanha viral.

Por que campanhas virais são tão eficientes?
Nem sempre elas são assim. Como qualquer outra forma de marketing, deve ser usada apenas quando é necessária estrategicamente. Quando realizada desse jeito, traz grandes resultados, porque usa o público como canal de distribuição e cria altos níveis de engajamento e repercussão.

Essas campanhas são uma boa estratégia para pequenas e médias empresas?
Sim, como uma forma de tornar o consumidor consciente da marca. No entanto, fazer apenas uma campanha viral provavelmente não vai ser o suficiente. Uma estratégia eficiente deve ser construída de acordo com a ativação da característica viral para ter uma boa chance de sucesso.

Quais são os casos em que uma empresa deve utilizar uma campanha viral? Marketing viral é uma ótima forma de conseguir a atenção das pessoas e gerar repercussão e discussões on-line. Portanto é útil em situações como lançamento de produtos, marcas, como suporte para campanhas em massa e por aí vai.

Quais são os maiores erros de uma agência na hora de desenvolver uma campanha viral?
Não ter uma ideia criativa forte o suficiente e não investir o bastante na produção. Também é muito importante ser sincero e verdadeiro e adotar a linguagem correta para o público que você quer atingir.

Quais fatores podem ajudar uma campanha viral?
Além da criatividade e da boa produção, o que não significa o mesmo que uma produção lustrosa, ela precisa ser relevante, agregando valor para o público e incluindo uma boa razão para ter sido feita e depois compartilhada e propagada.

Qual é a melhor mídia social para aumentar o poder de uma campanha viral?
Todas elas! Isso é muito importante, porque você precisa ir onde o seu público quer estar, não onde você quer. Quanto mais mídias sociais você usar, mais pessoas você vai atingir, potencialmente criando um efeito viral em cada um desses canais.

Cite uma boa campanha que você tenha presenciado recentemente.
A campanha “Touch the Rainbow”, da marca de doces Skittles. [Nela o usuário é convidado a tocar um dos doces na tela de um vídeo e participar de uma das cinco cenas produzidas] 

domingo, 15 de maio de 2011

Estimule a sua criatividade:

                                            

Podemos dizer que todos somos criativos, ou seja, possuímos a habilidade de pensar em ideias e desenvolver conceitos originais. Mas e quando há momentos em que nos encontramos sem a menor inspiração, começamos a andar em círculos e nos vemos em um beco sem saída? Para tentar solucionar esses esporádicos bloqueios criativos

1) Mantenha distância psicológica 

Quando nos encontramos em impasses criativos, as pessoas geralmente recomendam a separação física do problema, como fazer uma pausa, dar uma volta. Mas a distância psicológica pode ser tão útil quanto. Tente se imaginar distante do problema, desconectado do local em que você se encontra. Isto deve estimular o pensamento em nível mais elevado.

2) Projete-se no tempo

Assim como a distância psicológica, a distância cronológica também pode melhorar a criatividade. Quando pensamos em soluções em médio e longo prazo, incitamos nossa mente a pensar de forma mais abstrata e, consequentemente, mais criativa. Por exemplo, tente visualizar seu problema daqui a um ou dez anos.

3) Vá além, estimule o absurdo


A mente é desesperada para fazer sentido ou conexões com as experiências vividas. Quanto mais absurdos ela experimenta, mais duro ela tem que trabalhar para encontrar sentido. Leia livros que façam sua mente ficar lutando por explicações, como Alice no País das Maravilhas ou algum livro de Kafka. O absurdo desenvolve a habilidade subconsciente para reconhecer padrões escondidos.

4) Use o mau humor, junto com o bom humor

Estados emocionais positivos aumentam a resolução de problemas e o pensamento flexível, e geralmente são considerados mais condutivos para a criatividade. Mas, ao contrário do que muitos acreditam, se canalizadas, as emoções negativas também têm o poder de turbinar a criatividade.

5) Busque o caminho mais difícil

Quando pessoas tentam ser criativas, elas geralmente vão pelo caminho de menor resistência, construindo sobre ideias existentes. Isto não é um problema, desde que você não ligue para variações sobre um mesmo tema. Se você quer algo com maior grau de ineditismo, entretanto, pode ser limitador você apoiar seu raciocínio no que já existe. O caminho de “maior” resistência pode levar a soluções mais criativas.

6) Pense no amor, de bem com a vida

Quando nossos pensamentos estão voltados para o amor, como quando vivemos um romance, nós sempre estamos mais felizes. Porém, esses sentimentos vão muito além da felicidade, as pessoas com pensamentos no amor são mais criativas. O amor nos faz ter pensamentos de longo prazo, então, nossa mente diminui o zoom e raciocinamos de forma mais abstrata e analógica.

7) Viva o agora!

Para aumentar a criatividade, sempre ouvimos sobre os benefícios de sonhar acordado para incubar as ideias. Isso não é necessariamente verdade! O benefício de incubar ou aguardar pode ser apenas o tempo para esquecer todas as nossas ideias iniciais ruins, para dar lugar a ideias melhores. Além disso, incubação só funciona se o inconsciente já tem muitas informações para incubar, em outras palavras, se você já dedicou muito trabalho ao problema. Pare de sonhar acordado e comece a agir!

8) Pratique o Brain Train Age

Brain Train Age é um jogo de PC para exercitar o cérebro de uma forma simples, eficiente e divertida. Este jogo treina a sua capacidade analítica, intuição e capacidade, habilidade de cálculo, capacidade de memória e criatividade.

terça-feira, 3 de maio de 2011

5 dicas do que não fazer nas mídias sociais.


1. Vender, vender e vender!

As mídias sociais não são um lugar para se vender e sim para se ter proximidade com público. As vendas são consequência de um relacionamento, por isso não use desse ambiente para apenas divulgar, divulgar e divulgar suas promoções e sim para se relacionar. 

2. Demorar parar perceber que errou

Se errou e percebeu isso bem rápido, retire o erro do ar. Porém se demorou a ver, você pode ter duas saídas: se for no Twitter ou Facebook envie outras mensagens no momento que viu o erro para tentar abafar o caso, mas se não der certo e o  "vacilo" já percorreu a web o melhor é se desculpar com todos. Caso o seu erro tenha sido em outras mídias como YouTubeVimeoVideolog, no blog corporativo da sua empresa, Slideshare, enfim, qualquer outra mídia que a informação se disseminou, o melhor a fazer é logo se desculpar pelo ocorrido. Não tente enrolar o público, pois o efeito poderá ser ainda pior.

3. Usar script e técnicas proibidas

Não use scripts, técnicas proibidas e/ou sites que prometem milhares de seguidores, visitantes, enfim, não use esses artifícios para ganhar popularidade e/ou visibilidade ao seu negócio. Para ilustrar vou citar duas situações que devem ser evitadas:

  • Para ganhar seguidores no Twitter existem diversos sites que prometem isso, mas o uso dessas ferramentas não irão acrescentar em nada e poderão te dar uma enorme dor de cabeça no futuro. Para fazer testes criei um perfil no Twitter e usei esses sites. O resultado foi o que eu já sabia: ganhei vários seguidores, mas nenhum deles com “qualidade”.
  • Esses sites não selecionam as pessoas que irão te seguir. Com certeza você terá melhores resultados com poucas pessoas te seguindo, mas que o fazem por espontaneidade. Imagine que seu interesse seja tecnologia, qual é a vantagem de ter um seguidor que, por exemplo, odeia tecnologia e gosta de futebol, coisa que você não domina? Tenho resultados bem melhores com um perfil com poucos seguidores, mas que o fizeram por livre e espontânea vontade do que com o perfil que tenho seis vezes mais seguidores, mas vindos desses sites.

4. Desprezar alguém

Na internet não podemos mensurar o que uma pessoa é capaz de fazer e qual é a sua capacidade de difundir uma informação, então nunca despreze ninguém que está insatisfeito com seu produto/serviço, pois podemos ter um grande problema no futuro. São vários os exemplos de pessoas que ficaram insatisfeitas com uma empresa e que por não serem atendidas criaram vídeos denegrindo empresas.

5. Não dar crédito a fonte

Se inspirou em um artigo alheio para a geração do conteúdo do seu site ou copiou e colou esse artigo no blog da sua empresa, usou imagens de outrem, twittou uma mensagem que não é sua, disponibilizou um vídeo de terceiro... enfim, qualquer coisa que for “repassar para frente” e que não seja sua, dê o crédito para o autor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Qual é dessa tal "geração Y"?

                                
Eles são liberais no consumo, mas um tanto conservadores no aspecto social. Gostam de novidades, querem estar antenados e buscam símbolos que os liguem a comunidades. Fidelidade a empresas, no entanto, não está em seus horizontes – em vez da busca de status pessoal, a afeição a marcas é uma forma de expressar um comportamento coletivo. Também são impulsivos, impacientes e, no mercado de trabalho,  não pensam duas vezes antes de mudarem de emprego caso não se sintam valorizados ou confortáveis no ambiente corporativo.

Tecnologia na veia

Velocidade, tecnologia,  perfil multitarefa e individualidade são conceitos que os definem muito bem, além da propensão a postergar compromissos e responsabilidades próprios da vida adulta, como deixar a casa dos pais e morar sozinho.

Essas são algumas das características gerais da chamada Geração Y, segundo pesquisa feita pela Bridge Research, empresa paulista fundada há pouco mais de um ano e especializada no público jovem. Segundo o estudo, entende-se Geração Y como os indivíduos nascidos entre 1978 e 2003, que ou são “nativos digitais” ou que cresceram sob a influência direta da internet.   

Visão de mundo 

O estudo da Bridge Research foi feito a partir de entrevistas com pessoas com idade entre 18 e 30 anos da Grande São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, das quais 48% homens e 52% mulheres das classes  A, B e C. O objetivo foi identificar padrões de consumo, visões de mundo e comportamentos desse grupo.

Trata-se de informações valiosas para quem deseja se relacionar, vender para esse segmento de público ou simplesmente entender como pensam e agem as pessoas da geração digital, cujos membros são presença constante nos blogs e nos demais espaços de rede social.

“Uma constatação que nos chamou a atenção no estudo é que esse grupo tenta sempre postergar compromissos ou responsabilidades”, afirma o presidente da Brigde Research Renato Trindade.

Um exemplo disso diz respeito à estrutura de gastos. “Para não terem que arcar com aluguel e outros custos, eles deixam a casa dos pais cada vez mais tarde. Não é uma geração que busca independência”, diz.

Dicas para as empresas

Os indivíduos desse grupo se caracterizam pela volatilidade na profissão, a comunicação sem barreiras e pelo imediatismo, observa Trindade. No caso do mercado de trabalho, um exemplo é o ímpeto de largar a empresa para a qual trabalha se não encontrarem um bom ambiente e recompensa financeira – não vale ter só um dos dois; é tudo ou nada. Sobre esse ponto, Trindade dá algumas dicas às corporações.

“As pessoas da  Geração Y  têm um necessidade muito grande de receberem feedback por parte da empresa. E não é a cada seis meses, mas sim a cada mês. Eles são muito ansiosos”, afirma. “Dar retorno com maior freqüência aplaca essa ansiedade”, diz.

Imposição de limites

Outra atitude importante é estabelecer um diálogo, esclarecer muito bem os limites e que espera de seus colaboradores. “Essa geração precisa que as coisas sejam muito bem explicadas. O que para a Geração X (a anterior) poderia ser algo óbvio – a questão da hierarquia dentro de uma corporação ou regras de comportamento -, para os da Y nem sempre são”, afirma Trindade. “Eles precisam que os limites sejam explicitados. Mas eles escutam a empresa e aceitam os limites, desde que compreendam quais sejam.”

Consumidores da Geração Y

No que se refere à relação com consumidores desse grupo, a dica é para que a comunicação seja de mão dupla. “Para essa geração, a comunicação não tem barreiras. Assim, ela quer que a empresa seja da mesma forma. Isso quer dizer que não dá para usar só a TV nas campanhas. As estratégias de comunicação têm de usar os canais digitais”, diz Trindade. Além de ir para o meio digital, é necessário também abrir espaço para a interação.

“Essas pessoas são céticas em relação às empresas. Elas esperam o diálogo, inclusive no espaço da marca, como um site. Querem, por exemplo, o direito de ir ao blog da empresa para falar mal dela, mas estão dispostos a ouvir a defesa da companhia”, explica.
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