domingo, 31 de julho de 2011

Comunicação de qualidade é chave para o sucesso.



Na propaganda é preciso sinergia com o público-alvo para passar uma mensagem cativante e alinhada com a marca e o produto. Veja alguns exemplos.


Tenho refletido muito sobre a qualidade da comunicação. A escolha da estratégia correta e a execução bem feita são os pontos-chave para o impacto positivo da marca no cliente. Uma campanha diferenciada altera muito a visão e as escolhas do consumidor. Mas nem sempre vemos isso.
Ser superficial é simples. Ser uma campanha-commoditie  é fácil. Pode gerar resultados? Pode. Vende? Vende.
Mas fará a diferença? Irá além das expectaticas e se diferenciará pela inovação e criatividade?
Diante destes questionamentos eu me lembro de um foco que os irmãos Dan e Chip Health fazem sobre a efetividade de um comercial. Eles dizem: “as pessoas são melhor impactadas quando as campanhas se utilizam de apelos como identidade, associações ou interesse pessoal”. É uma maneira simplista de dar caminhos de efetividade para uma campanha. Porém, não é só isso.
Ser criativo hoje é um desafio e tanto. As pessoas estão mais descrentes, não com a publicidade, mas com o excesso de informação. Há o sentimento de: “Ah, lá vem mais uma propaganda…”, “Eles só querem me vender…”.
Ou “nosso desempenho em Cannes talvez não reflita o momento atual, com uma possível falta de criatividade. Por vivermos numa época de bonanza(pelo menos aparentemente), com uma situação econômica favorável, como alguns dizem, os anunciantes exigem menos das agências”.

O novo perfil do mercado brasileiro

Discordo dessa crise de criatividade. Estamos há uns três anos passando por um momento de transição, aprendendo com o cenário externo ainda.
Temos o aumento do poder de consumo das classes desacreditadas no passado, o acesso ao crédito e a aparente melhora econômica vinda com o Governo Lula. Além disso, o crescimento do acesso à tecnologia foi fundamental para o uso de uma ferramenta estratégica muito forte: a social media.
E tudo isso aconteceu ao mesmo tempo!
Essas inovações ainda estão sendo digeridas e há a constante busca por soluções mais criativas e menos operacionais. Aliás, já há ótimas ações realizadas.
Contudo, essa rápida mudança de variáveis pode nos enlouquecer! E quem sabe afetar um pouco a criatividade. Talvez, nós publicitários, também soframos de um excesso de informação. E isso atrapalha a criação de estratégicas e até mesmo o feeling, a sensibilidade às sutilezas.
Quem sabe precisaremos fazer uma “dieta de informações”.
Posso parecer negativista ou blasé, mas vejo poucas ações que realmente me encantam. Até mesmo em filmes. E neste campo, como no branding, é imprescindível criar campanhas focadas nas pessoas, no seu dia-dia – as pessoas são feitas de estímulos….
Diante disso, conseguir entrar no dia-dia das pessoas com eficiência é tal qual encontrar o Santo Graal.

Veja na prática

Destaco aqui duas peças sobre a sinergia entre as pessoas e as marcas. O primeiro vídeo faz parte de uma campanha co-criativa da VW em que pessoas são chamadas para fazer um comercial de TV. O segundo é da AT&T, apresentado no Super Bowl desse ano. Conta um benefício com o qual as pessoas podem falar e surfar na internet ao mesmo tempo pelo iPhone 4.
Indico também essa campanha – da Agência África – nascida no Facebook e com reprodução na TV. A atriz Fernanda Torres explica em vários capítulos como usar o Sabão Líquido da Ariel.
O apelo bem feito ao cotidiano do público-alvo – leia-se com estrutura de storytelling  – traz ótimos resultados, principalmente pelo conceito de “identificação” indicado por Dan e Chip Health. Isso, aliado à uma execução de qualidade, gera um projeto altamente relevante.
É importante aproveitar a força da internet e fazer com que as campanhas se tornem “mashups”, “trolls” ou “virais”. Além disso, temos as mídias sociais como excelentes amplificadores! Possibilitam buzz e o eficiente “boca-a-boca 2.0”!
E então, sua propaganda realmente funciona ou é apenas uma espuma?

Conceitos de design: função, letras, cores e formas


Design é uma palavra da moda, usada uma porção de coisas, que nem sempre tem relação com design. Aparece em capas de revista, temas de palestras, cursos e campanhas publicitárias. As várias interpretações e o pouco esclarecimento sobre a real função do design geram confusão e atrapalham o processo de criação.

Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto (em nosso caso um website). É adaptar um produto à necessidade dos seus usuários, cativar o seu uso através da estética, aplicar conceitos e usabilidade à sua forma.

Alguns profissionais, empresas, cursos, matérias de revistas e conversas de botequim associam o design à produção de imagens ou manipulação de um software específico.

No entanto, os softwares são apenas ferramentas e não garantem a qualidade do projeto. Nenhum software deve ser encarado como uma solução pronta. Existem diversos programas com funções similares e a escolha sobre qual utilizar é de cada um. A definição do que é design vai muito além do Photoshop.

O design é uma área projetual. É responsável por gerar desempenho, qualidade, durabilidade e aparência a um produto. Cada trabalho a ser realizado exige planejamento, pesquisa, criatividade e técnica. Ao contrário do que muitos pensam, a função do design não está vinculada pura e simplesmente à produção de imagens.

A função do design, além da estética, é tornar um produto funcional. É transformar informação em comunicação.

Na produção de um website (assim como em outros produtos) deve-se elaborar um projeto coerente, que forneça soluções eficientes e eficazes em usabilidade, desempenho e comunicação, focadas nas necessidades do público alvo. Não é apenas um trabalho criativo, mas também de planejamento e de pesquisa. Produzir um website inevitavelmente exige “pensar”.

Portanto, além da manipulação de softwares, existem alguns métodos de planejamento e pesquisa que se deve conhecer. Além ainda de conhecimentos conceituais sobre como trabalhar a pregnância da forma.

Por onde começar o projeto?

Inicialmente, devem ser coletadas e organizadas as informações para o projeto. Utilizar elementos dentro de qualquer peça gráfica sem um estudo do caso é um equívoco que compromete a comunicação e a funcionalidade.

Há que se levar em consideração fatores como o objetivo do projeto, o produto a ser divulgado, o público alvo (sexo, idade, cultura, classe social, etc), identidade visual, motivações etc. Para realizar tal estudo do caso, nada melhor do que ter em mãos um briefing bem elaborado.

O ideal para a elaboração desse documento é reunir-se com o cliente, tirando suas dúvidas, esclarecendo detalhes e orientando-o sobre conceitos e tecnologias. Quando esse processo de elaboração não é possível de se realizar com o cliente, pode-se enviar a ele um documento com perguntas a serem respondidas, o que nem sempre é satisfatório.
É possível encontrar vários modelos e exemplos de briefing na web, dando uma noção de como esse documento deve ser feito. No entanto o ideal é não seguir um modelo, e sim elaborá-lo sempre de acordo com a necessidade do projeto.

Após a análise do briefing e com as devidas pesquisas feitas, o próximo passo é a arquitetura da informação. Como organizar a estrutura da interface e a distribuição das informações em categorias, além de priorizar a comunicação de informações mais relevantes. O documento apropriado para especificar a ordem e o posicionamento dos elementos que vão compor a página é o wireframe. Através de uma forma esquemática, ele representa a distribuição e a hierarquia das informações a serem comunicadas.

A partir dos posicionamentos do wireframe é que se constrói o layout.

Cada elemento do layout deve ter uma função

Uma vez que uma das funções do design é transformar informação em comunicação, nenhum elemento dentro do layout deve estar lá sem comunicar algo.

Elementos desnecessários podem confundir, poluir e dificultar o acesso e o entendimento das informações. Para um bom trabalho, é necessário fazer um estudo de conceitos visuais e de comunicação e saber porque usar determinadas cores, fontes e formas, em função da imagem e das sensações que esses elementos transmitem ao usuário.

As cores têm poder de comunicação bem maior do que se imagina. É importante saber trabalhar com a psicodinâmica das cores, para que elas transmitam a imagem e as sensações orientadas no briefing. Cada cor transmite informações, sensações e emoções diferentes. Uma boa introdução neste assunto é encontrada no site Color in Motion, que por meio de uma animação, dá exemplos de sensações e emoções que cada cor pode representar.

Para elaborar a paleta de cores de um site, é importante saber como trabalhar as combinações cromáticas. Por mais que se saiba que cores transmitem as sensações desejadas, é essencial saber combiná-las. Nesta tarefa é essencial ter em mãos um círculo cromático.

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Toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras

Outro fato que se deve ter em mente é que toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras. Sendo assim, é importante ter um bom conhecimento de como trabalhar com a Tipografia.

Para comunicar uma idéia deve-se trabalhar com fontes que priorizem a legibilidade e que tenham relação com o contexto do projeto. Deve-se saber, por exemplo, que fontes com serifas não são indicadas para textos na web, pois a baixa resolução dos monitores faz com que as serifas se sobreponham, o que dificulta a leitura. Porém, em títulos elas podem ter um bom resultado decorativo. Fontes sem serifa conseguem obter melhor leitura no monitor, principalmente se trabalhadas com um bom entrelinhamento.

Existem diversas famílias tipográficas, cada qual com uma aplicação especifica, de acordo com o contexto. Saber escolher bem as fontes a serem usadas é um ponto importante na comunicação.

Outro fator que auxiliará na pregnância da forma é a aplicação das leis da Gestalt em nosso projeto. Segundo a Wikipédia, Gestalt é um termo intraduzível do alemão, utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma.

Aprendendo a analisar as manifestações visuais e objetos ao redor, compreendemos melhor porque algumas formas agradam e outras não (e assim podemos trabalhar esses fatores em nossos projetos). O estudo da Gestalt compreende a ?integração das partes em oposição à soma do todo: estrutura, figura e forma?. Leis da Gestalt (como unificação e segregação, fechamento, boa continuidade, proximidade e semelhança) ajudam a orientar o processo de criação e obter resultados satisfatórios.

Uma boa referência de estudo sobre o assunto é o livro Gestalt do Objeto: Leitura Visual da Forma, do professor João Gomes Filho.

Os processos e conceitos necessários para se tornar um designer não se encerram aqui. Outros conhecimentos, como semiótica, antropologia, arte, técnicas de composição e a busca de boas influências são essenciais na formação de um profissional. Porém, a partir daqui pode-se ter uma compreensão mais clara do que é design e uma direção para iniciar os estudos. 

In Webinsider.
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