
Quando a PepsiCo recentemente tentou "voltar ao passado" com as latas de Pepsi, houve um breve momento de silêncio e confusão e, em seguida, uma imensa corrida para comprar até a última lata em estoque. Essa lata era exatamente a mesma daqueles anúncios em que Cindy Crowford toma um gole memorável. Mas não era só isso: a fórmula original da bebida também foi trazida de volta, utilizando açúcar ao invés da alta frutose do xarope de milho. Este não é um caso isolado.
Há, no entanto, algo mais acontecendo, que tem mais a ver com a situação econômica que estamos vivendo. É um fato reconhecido que em tempos de dificuldades cria uma forte tendência em olhar para o passado em busca de algo mais simples e autêntico. Como consequência da crise econômica e dos desastres naturais, buscamos "zonas de conforto", sendo estas representadas por memórias de infância, por exemplo. E é justamente isto que estamos testemunhando, as empresas olhando para seu próprio passado, buscando sinais emocionais com objetivo de confortar, bem como envolver e motivar.
Bandas antigas voltando a ativa, estúdios cinematográficos investindo em remakes (com efeitos especiais, HD e 3D, é claro), com uma imagem de menos "corporação de aço", processo que as comunicações também estão passando. Ações de engajamento também têm passado por isso. O efeito é mais sutil, é a mensagem, o tom, a própria essência do que está sendo transmitido, que está mudando.
Certamente em um nível corporativo ainda há esse sentido de fazer mais com menos, porém cada vez mais estamos vendo o retorno de valores mais antigos, formas mais simples de comunicação e ações mais autênticas e genuínas ocorrendo. Os gurus da comunicação que certa vez disseram que, devido aos custos, as empresas confiariam mais nas conferências virtuais estavam errados. Está se tornando tendência cada vez mais termos workshops com salas lotadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário