A consolidação das redes sociais como potente canal de comunicação tem levado muitos políticos, em um verdadeiro ‘efeito tsunami’, a aderirem às mídias sociais. Todos desejam o status de Político 2.0, mas dá pra contar numa mão, os que efetivamente sabem fazer uso dessas ferramentas para interagir com seus eleitores e conseguir resultados positivos.
Há menos de um ano para as eleições municipais, muitos deles já estão em pré-campanhas e as mídias sociais não podem mais ser desprezadas nas estratégias eleitorais devido ao vertiginoso crescimento do número de internautas no país. Segundo um novo estudo do Ibope Nielsen Online divulgado no último mês de setembro, o Brasil registrou 46,3 milhões de usuários ativos em casa ou no trabalho, ficando em terceiro lugar no ranking mundial de (2011). Assim muitos parlamentares têm investido grandes somas e esforços na contratação de assessorias especializadas, os chamados “assessores de mídias sociais”, contratados para atualização de perfis e postagem de conteúdo, mas mesmo assim os resultados têm sido negativos, eles tratam os usuários como uma massa passiva pronta a assimilar qualquer mensagem. Por incrível que pareça, os políticos por ignorância ou por desconhecimento acabaram adotando o mais arcaico dos modelos de comunicação.
Daí ao inserirem o internauta nessa “massa”, muitos políticos caem no erro de valerem-se das mídias sociais como uma ferramenta comunicacional de mão única, ou seja, apenas para divulgar assuntos pertinentes aos seus mandatos ou fazer marketing político no período eleitoral. Nesse processo, eles acabam falando ao vento e ignoram um preceito básico para o sucesso nas mídias sociais: a interatividade com os usuários. A falta de habilidade por parte dos políticos para interagir com os internautas leva a falhas no uso das mídias sociais que prejudicam o objetivo final como meio de comunicação. As mais comuns apontadas por especialistas são: excesso de autopropaganda, falta de interatividade, não atualização dos dados, foco em apenas um tema, fracionamento de posts no Twitter, mensagens que agridem a norma gramatical e principalmente ignorar críticas e não responder a dúvidas.
A partir do momento que as mídias sociais forem utilizadas como ferramenta de comunicação interativa pelos políticos e não como mero marketing político, a transparência, a cidadania e o processo democrático brasileiro sairão fortalecidos.
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