Uma forte aposta do presidente é o canalno YouTube, que conta com mais de 2 mil vídeos. Dentre eles, o que mais se destaca é TheRoad We've Traveled, que apresenta um panorama do atual mandato do político em 17 minutos, começando com a crise econômica de 2008, passando pelo recolhimento das tropas no Iraque até chegar na convocação dos internautas para compartilharem sua campanha nas redes sociais e contribuírem para a reeleição. Até a publicação deste artigo, o vídeo contava com pouco mais de 2 milhões de visualizações, após quinze dias de sua postagem. Mas, não é só nesse canal que Obama conta com a contribuição dos eleitores.
Os Estados Unidos são o país de maior participação no Facebook. Dos quase 850 milhões de usuários em todo o mundo, 158 milhões são de seu país de origem. Não é para menos que o candidato possui uma página oficial com quase 26 milhões de adeptos, além de outros três importantes braços: Michelle Obama,fanpage da primeira-dama queridinha; Students for Barack Obama, ponto de encontro de estudantes desde 2006, quando apoiaram a candidatura do então senador à presidência; e Women for Obama, que representa o apoio das mulheres americanas ao presidente. A equipe de marketing de Barack Obama, porém, vislumbra uma nova perspectiva para esse último nicho. Na semana passada, o presidente ganhou um perfil no Pinterest, buscando se aproximar ainda mais do público feminino, que compõe mais de 60% dos usuários da rede social.
O canal que mais estreita os laços entre os eleitores e o candidato, porém, é o Twitter. Em 2008, Obama contava com 100 mil seguidores. Hoje, são mais 13,5 milhões de pessoas que recebem suas atualizações e interagem - e muito! - com o presidente. A equipe teve o cuidado de manter o perfil sempre atualizado desde sua eleição e agora desfruta de um contigente considerável de seguidores para lançar novidades sobre a campanha de reeleição. Tudo o que é postado ali é imediatamente retwittado e respondido, seja com mensagens de apoio ou de total revolta contra o presidente. E é aí que mora o maior dos medos.
Apesar de muitos países já estarem bastante conectados, como Japão, Índia e Brasil (de certa forma), a maioria dos candidatos políticos não dão "a cara a tapa". É relativamente mais barato fazer uma ação completa na internet, integrando vários canais e possibilitando que a divulgação e alcance fique a cargo dos próprios usuários da rede.
O foco, porém, recai sobre a televisão, na maioria dos casos, pelo fato de os espectadores só poderem desaprovar o que está sendo dito para os que estão fisicamente ao seu redor. Nas redes sociais, ao contrário, a desaprovação e a demonstração do outro lado da moeda têm um alcance muito mais abrangente. E o presidente mais cool da história dos EUA está tirando proveito disso – para o bem e para o mal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário