quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O verdadeiro Jovem na política

É cada vez mais comum termos candidatos jovens para os mais variados cargos eletivos, muitos deles atingindo êxito na eleição. Apesar da natural desconfiança de uma parte do eleitorado, a candidatura do jovem significa, para muitos, a esperança de renovação, a expectativa de que a política pode ser feita de forma diferente.

Cansado de assistir diariamente a escândalos de corrupção de políticos dos mais variados partidos e esferas de governo, o eleitor brasileiro tem buscado alternativas aos políticos tradicionais. Em verdade, para a maioria dos eleitores, o partido não é mais tão importante na hora de escolher o candidato em que irá votar. E é exatamente nesse contexto que alguns jovens se destacam, apresentando-se como  alternativa às práticas políticas habituais.

Entretanto, muitos jovens, quando eleitos, são motivo de decepção, especialmente quando se percebe neles uma atuação semelhante, ou por vezes até pior, se comparados aos políticos tradicionais. E isso acontece porque eles já aprendem, desde os movimentos de juventude partidária, a seguir preceitos e estratégias eleitoreiras dos políticos tradicionais. Estes falsos jovens valem-se da aparência jovial e da idade para atingir a eleição, atuando, contudo, de forma antiquada, viciada e desonesta.

Mas nem tudo está perdido. Ainda temos jovens políticos que preservam seus ideais e buscam a boa política por onde atuam. O verdadeiro político jovem se manifesta não só por sua idade, mas principalmente por sua atitude. E é por isso que há, para orgulho da sociedade, políticos jovens, alguns nem tão jovens assim, se verificada apenas sua data de nascimento, mas que preservam por toda sua trajetória os mesmos ideais e espírito com que entraram na política. Esses sim, são os verdadeiros políticos jovens.

Texto por Gustavo Fregapani, Funcionário Público e Professor de Direito Administrativo.

Alexandre Barreto ensina redes sociais.




O produtor cultural independente Alexandre Barreto concedeu entrevista para a Agência A4. Confira o bate-papo com o palestrante, que ministrou oficina e palestra na Unisc.

1. Até que ponto é saudável ter um perfil em uma rede social?
É saudável até o ponto que não afeta o seu modo de vida. Tem gente que tem 17 perfis em redes diferentes e se sente feliz com  isso. Tem pessoas que não possuem tantos perfis e, mesmo assim, vivem conectadas e isso as afeta. A internet tem apenas 17 anos,
surgiu em 1994. Mas algumas pessoas não têm essa noção e acham que esse tipo de comunicação existe há 500 anos, desde Gutemberg (a invenção da imprensa). Em 2000, surgiu essa moda de estar conectado o tempo inteiro. Lembro que estar conectado significa você sentar em frente ao computador, responder e-mail, navegar. Deixar o computador com o MSN ligado não é estar conectado. Hoje estar conectado o tempo todo ainda é moda.

2. O que "queima o filme" de uma empresa nas redes sociais?
Não responder questões polêmicas. Por exemplo, alguém pode postar em uma comunidade do Orkut "eu odeio tal empresa". O boato se alastra rápido e, se o comentário for ignorado, detona todo o trabalho da empresa.

3. Existe alguma estratégia fundamental para uma pessoa se promover nas redes sociais?
Várias. Usar mídias sociais é um processo de aprendizado. Mídias é igual a tirar carteira de motorista. Não é só porque você tirou habilitação que você tem experiência em dirigir. Redes sociais dão a impressão de que não tem mais o que aprender.

4. Quais as principais estratégias para a divulgação de um show dentro e fora da internet?

Depende do show. O principal é dimensionar o show com o tamanho do evento. Não dá para organizar shows como o do U2 do mesmo
jeito que se organiza o de uma banda de garagem. Com relação às redes sociais, o importante é postar menos expectativas do que realmente o evento será. Imagina colocar muita expectativa e o show deixar a desejar? Então é melhor não anunciar tanto e, na hora, surpreender o público.

5. Qual o caminho da comunicação dentro da produção cultural?

Cada vez mais junto, interligado. Tem antropologia, sociologia que, há um tempo atrás, eram coisas separadas. Hoje, não tem como
falar de comunicação sem falar de cultura. São áreas próximas. O blog, por exemplo, é uma produção cultural. Nele, você pode lançar livro, divulgar um disco.

6. O que facilita e o que dificulta a produção cultural nas redes sociais?
O que facilita é o fato de cada um poder criar seu próprio canal de comunicação, sem passar por intermediários, chegar direto ao público. O que as redes têm de pior é a imitação. Se alguém twitta, por exemplo, "eu odeio tal artista", um monte de gente vai retweetar e colocar nos Trending Topics, apenas para ter 15 minutos de fama.

Texto por Thamires Waechter  (Hipermidia/unisc)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Felipe Anghinoni e a comunicação criativa animam a primeira noite de Seacom.



A noite de hoje ( 26/09/11) começou com o lançamento do Younisc e a presença, no palco, dos vencedores do Set Universitário da PUCRS. Felipe Anghinoni, Diretor de Whatever na escola de criação Perestroika, subiu ao palco do Anfiteatro às 20 horas. O convidado da noite, antes de começar a sua fala, também parabenizou os acadêmicos pelos prêmios no Set. Felipe baseou a palestra na diferença entre dizer e fazer.
"Estamos em um momento em que as marcas devem fazer mais do que dizer". 
O publicitário esquematizou a noite em quatro blocos. Depois de contar sobre a trajetória profissional e a história da Perestroika, Felipe falou da revolução digital pela qual a comunicação e a sociedade, de um modo geral, passam. "Pensar a comunicação NA internet, é pensar em comunicação digital. Pensar a comunicação DEPOIS da internet, é pensar em mudança", comentou. Sobre o nome da palestra ser "Chega de blá blá blá", Anghinoni foi enfático. "Na minha opinião, comunicação tem que falar mesmo, mas também fazer".
Durante a palestra, os estudantes presentes tiveram a oportunidade de ver diversos casos de empresas que optaram por ações ao invés de um discurso. Felipe destacou a importância disso dentro da comunicação.  "Estamos saindo de uma era industrial que busca posicionamento, para uma que busca a causa", complementou. Ao final da apresentação, o palestrante desafiou todos a fazerem algo diferente e inusitado, e a publicarem na página que criou no Facebook, também chamada "Chega de blá blá blá". 

Texto:Por Isadora Trilha e Vanessa Oliveira  (Hipermidia)
Foto: Viviane Moura

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Políticas Públicas para Juventude


As últimas décadas têm testemunhado profundas transformações sociais, econômicas e culturais, afetando as rotinas produtivas e as relações sociais, comerciais e trabalhistas em todo o mundo. Este novo contexto produziu novas desigualdades sociais que exigiram do campo das políticas públicas alternativas que enfrentassem o quadro de exclusão. No que se refere à juventude, é recente a inclusão desta temática na agenda política do Brasil e do mundo. As políticas públicas passaram a incluir as questões relacionadas à juventude, de forma mais consistente, por motivos emergenciais, já que os jovens são os mais atingidos pelas transformações no mundo do trabalho e pelas distintas formas de violência física e simbólica que caracterizam o século XXI.

No Brasil, o tema ganhou maior relevância na década de 90, a partir dos esforços de pesquisadores, organismos internacionais, movimentos juvenis e gestores municipais que enfatizavam a singularidade da experiência social desta geração de jovens. No entanto, até recentemente, as políticas públicas eram restritas ao universo do jovem e/ou adolescente, de até 18 anos. O debate public e a mobilização que ocorreram em torno do Estatuto da Criança e do Adolescente  uma das mais avançadas leis existentes no mundo foram decisivos para a visibilidade dada aos direitos da infância e adolescência e às políticas públicas destinadas a essa faixa etária. Assim, os jovens com idade superior a 18 anos eram atendidos por políticas voltadas para a população em geral e as políticas públicas de juventude eram marcadas por uma abordagem emergencial, cujo foco era o jovem em situação de risco social.


Ainda que esta perspectiva seja importante, ela é insuficiente, pois é preciso considerar as heterogeneidades da juventude. O universo juvenil é complexo, compreende múltiplas singularidades que precisam ser levadas em consideração na elaboração e implementação de políticas públicas. Diante deste desafio de inovar esta concepção é preciso reconhecer que a juventude não é única, mas sim heterogênea, com características distintas que variam de acordo com aspectos sociais, culturais, econômicos e territoriais. Este novo olhar proporcionará uma nova concepção de política pública, que considera a juventude como um segmento social portador de direitos e protagonista do desenvolvimento nacional.


por Fernandinho Lopes, Vice-Presidente da Juventude Progressista Gaúcha.
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