O produtor cultural independente Alexandre Barreto concedeu entrevista para a Agência A4. Confira o bate-papo com o palestrante, que ministrou oficina e palestra na Unisc.
1. Até que ponto é saudável ter um perfil em uma rede social?
É saudável até o ponto que não afeta o seu modo de vida. Tem gente que tem 17 perfis em redes diferentes e se sente feliz com isso. Tem pessoas que não possuem tantos perfis e, mesmo assim, vivem conectadas e isso as afeta. A internet tem apenas 17 anos,
surgiu em 1994. Mas algumas pessoas não têm essa noção e acham que esse tipo de comunicação existe há 500 anos, desde Gutemberg (a invenção da imprensa). Em 2000, surgiu essa moda de estar conectado o tempo inteiro. Lembro que estar conectado significa você sentar em frente ao computador, responder e-mail, navegar. Deixar o computador com o MSN ligado não é estar conectado. Hoje estar conectado o tempo todo ainda é moda.
2. O que "queima o filme" de uma empresa nas redes sociais?
Não responder questões polêmicas. Por exemplo, alguém pode postar em uma comunidade do Orkut "eu odeio tal empresa". O boato se alastra rápido e, se o comentário for ignorado, detona todo o trabalho da empresa.
3. Existe alguma estratégia fundamental para uma pessoa se promover nas redes sociais?
Várias. Usar mídias sociais é um processo de aprendizado. Mídias é igual a tirar carteira de motorista. Não é só porque você tirou habilitação que você tem experiência em dirigir. Redes sociais dão a impressão de que não tem mais o que aprender.
4. Quais as principais estratégias para a divulgação de um show dentro e fora da internet?
Depende do show. O principal é dimensionar o show com o tamanho do evento. Não dá para organizar shows como o do U2 do mesmo
jeito que se organiza o de uma banda de garagem. Com relação às redes sociais, o importante é postar menos expectativas do que realmente o evento será. Imagina colocar muita expectativa e o show deixar a desejar? Então é melhor não anunciar tanto e, na hora, surpreender o público.
5. Qual o caminho da comunicação dentro da produção cultural?
Cada vez mais junto, interligado. Tem antropologia, sociologia que, há um tempo atrás, eram coisas separadas. Hoje, não tem como
falar de comunicação sem falar de cultura. São áreas próximas. O blog, por exemplo, é uma produção cultural. Nele, você pode lançar livro, divulgar um disco.
6. O que facilita e o que dificulta a produção cultural nas redes sociais?
O que facilita é o fato de cada um poder criar seu próprio canal de comunicação, sem passar por intermediários, chegar direto ao público. O que as redes têm de pior é a imitação. Se alguém twitta, por exemplo, "eu odeio tal artista", um monte de gente vai retweetar e colocar nos Trending Topics, apenas para ter 15 minutos de fama.
É saudável até o ponto que não afeta o seu modo de vida. Tem gente que tem 17 perfis em redes diferentes e se sente feliz com isso. Tem pessoas que não possuem tantos perfis e, mesmo assim, vivem conectadas e isso as afeta. A internet tem apenas 17 anos,
surgiu em 1994. Mas algumas pessoas não têm essa noção e acham que esse tipo de comunicação existe há 500 anos, desde Gutemberg (a invenção da imprensa). Em 2000, surgiu essa moda de estar conectado o tempo inteiro. Lembro que estar conectado significa você sentar em frente ao computador, responder e-mail, navegar. Deixar o computador com o MSN ligado não é estar conectado. Hoje estar conectado o tempo todo ainda é moda.
2. O que "queima o filme" de uma empresa nas redes sociais?
Não responder questões polêmicas. Por exemplo, alguém pode postar em uma comunidade do Orkut "eu odeio tal empresa". O boato se alastra rápido e, se o comentário for ignorado, detona todo o trabalho da empresa.
3. Existe alguma estratégia fundamental para uma pessoa se promover nas redes sociais?
Várias. Usar mídias sociais é um processo de aprendizado. Mídias é igual a tirar carteira de motorista. Não é só porque você tirou habilitação que você tem experiência em dirigir. Redes sociais dão a impressão de que não tem mais o que aprender.
4. Quais as principais estratégias para a divulgação de um show dentro e fora da internet?
Depende do show. O principal é dimensionar o show com o tamanho do evento. Não dá para organizar shows como o do U2 do mesmo
jeito que se organiza o de uma banda de garagem. Com relação às redes sociais, o importante é postar menos expectativas do que realmente o evento será. Imagina colocar muita expectativa e o show deixar a desejar? Então é melhor não anunciar tanto e, na hora, surpreender o público.
5. Qual o caminho da comunicação dentro da produção cultural?
Cada vez mais junto, interligado. Tem antropologia, sociologia que, há um tempo atrás, eram coisas separadas. Hoje, não tem como
falar de comunicação sem falar de cultura. São áreas próximas. O blog, por exemplo, é uma produção cultural. Nele, você pode lançar livro, divulgar um disco.
6. O que facilita e o que dificulta a produção cultural nas redes sociais?
O que facilita é o fato de cada um poder criar seu próprio canal de comunicação, sem passar por intermediários, chegar direto ao público. O que as redes têm de pior é a imitação. Se alguém twitta, por exemplo, "eu odeio tal artista", um monte de gente vai retweetar e colocar nos Trending Topics, apenas para ter 15 minutos de fama.
Texto por Thamires Waechter (Hipermidia/unisc)

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