É cada vez mais comum termos candidatos jovens para os mais variados cargos eletivos, muitos deles atingindo êxito na eleição. Apesar da natural desconfiança de uma parte do eleitorado, a candidatura do jovem significa, para muitos, a esperança de renovação, a expectativa de que a política pode ser feita de forma diferente.
Cansado de assistir diariamente a escândalos de corrupção de políticos dos mais variados partidos e esferas de governo, o eleitor brasileiro tem buscado alternativas aos políticos tradicionais. Em verdade, para a maioria dos eleitores, o partido não é mais tão importante na hora de escolher o candidato em que irá votar. E é exatamente nesse contexto que alguns jovens se destacam, apresentando-se como alternativa às práticas políticas habituais.
Entretanto, muitos jovens, quando eleitos, são motivo de decepção, especialmente quando se percebe neles uma atuação semelhante, ou por vezes até pior, se comparados aos políticos tradicionais. E isso acontece porque eles já aprendem, desde os movimentos de juventude partidária, a seguir preceitos e estratégias eleitoreiras dos políticos tradicionais. Estes falsos jovens valem-se da aparência jovial e da idade para atingir a eleição, atuando, contudo, de forma antiquada, viciada e desonesta.
Mas nem tudo está perdido. Ainda temos jovens políticos que preservam seus ideais e buscam a boa política por onde atuam. O verdadeiro político jovem se manifesta não só por sua idade, mas principalmente por sua atitude. E é por isso que há, para orgulho da sociedade, políticos jovens, alguns nem tão jovens assim, se verificada apenas sua data de nascimento, mas que preservam por toda sua trajetória os mesmos ideais e espírito com que entraram na política. Esses sim, são os verdadeiros políticos jovens.
Texto por Gustavo Fregapani, Funcionário Público e Professor de Direito Administrativo.
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