Existem vários fatores que fazem com que nós, geração Y, nos desmotivemos no ambiente de trabalho. Estamos muito expostos a esse tipo de acontecimento, porque temos no DNA – gravada a ferro quente – a palavra impaciência. Queremos ser reconhecidos, ter salários altos e receber uma promoção rapidamente. Mas merecemos tudo isso?
Eis a questão: os integrantes da geração Y, na maioria das vezes, acham que merecem, pois são proativos, descolados, têm uma facilidade surpreendente de aprendizado, sabem dialogar sobre diversos assuntos, conseguem impressionar e, no final, colaboram e muito para o crescimento da empresa. Quando não vem a generosa recompensa, simplesmente a casa cai! Adeus, empresa, “tchau, tchau” colegas de trabalho, muito obrigado por tudo e bola pra frente!
Muitos perguntam o porquê da revolta e tudo mais, mas não se trata de uma revolta e sim de insatisfação. Não que os outros não trabalhem, mas nós nos desdobramos, vemos que criamos um diferencial e não somos reconhecidos: isso, para um Y, é uma derrota! Game over! Poderíamos dizer que, muitas vezes, ocorre um “contentamento descontente”: você quer ficar, mas algo parece tão errado e sem graça que a desmotivação acaba por ser ainda maior, enquanto seu superior não enxerga as falhas e o ambiente se torna praticamente insuportável.
Porém, lembre-se de ser, no mínimo, sensato nessas horas: analise todas as possibilidades, programe os seus movimentos e, se estiver desmotivado, peça para sair. Nunca, em hipótese alguma, prejudique seu trabalho, pois assim estará prejudicando a si próprio e, principalmente, aos seus clientes. É apenas algo a se pensar, pois se trata de uma situação comum ao cotidiano, diante da qual muitos não têm coragem de deixar seu emprego. Mas, se formos levar em conta tudo o que um jovem é capaz de fazer, vale a pena arriscar e procurar algo melhor: os Y são capazes de surpreender e devem aproveitar todo o reconhecimento que lhes é oferecido.
por Gimar Gobira

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